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Estenose Da Junção Ureteropielica (JUP)
Estenose Da Junção Ureteropielica (Jup)
O que é Estenose de JUP?
A urina formada pelos rins é drenada para os cálices renais que, por sua vez, se confluem e formam a pelve renal. A pelve renal é caracterizada por ser como um funil, drenando a urina provinda dos cálices renais para o ureter (tubo que leva urina do rim até a bexiga). A Estenose ou obstrução da Junção Ureteropiélica (Estenose de JUP) é um estreitamento congênito no local onde ocorre a junção entre a pelve renal e o ureter. Esse estreitamento impede com que ocorra uma drenagem apropriada da urina do rim para o ureter, fazendo com que essa urina se acumule no rim, causando a uma condição conhecida com hidronefrose (dilatação sistema coletor renal – cálices e pelve renal). A pressão aumentada no rim irá comprimir a sua própria estrutura, levando a perda de sua função. A estenose da JUP é um problema relativamente comum, podendo estar presente em até 1% das crianças e, muitas vezes pode ser diagnosticado ainda antes da criança nascer, durante a avaliação com ultrassonografia durante a gestação.

Quais os sintomas da Estenose da JUP?
Na maioria das vezes, a criança com estenose de JUP não irá apresentar qualquer sintoma e o diagnóstico é feito pela ultrassonografia pré-natal ou por um ultrassom feito de rotina. Menos frequentemente, a criança pode apresentar infecção urinária ou dor abdominal ou lombar.
Como avaliar e acompanhar uma criança com suspeita de Estenose de JUP?
Os principais exames para avaliação e acompanhamento de uma criança com Estenose de JUP são:
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Ultrassonografia de Rins e Vias Urinárias: Esse exame é pouco invasivo e irá demostrar as características dos rins, como o grau de dilatação, a espessura do parênquima renal, o diâmetro da pelve renal e como essas medidas estão evoluindo durante o acompanhamento.
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Cintilografia Renal Dinâmica (DTPA/MAG3): Esse exame é feito com a injeção de um contrasta na veia e captação de imagem por um período de cerca de 25 minutos. Essas imagens irão mostrar como o contraste chega e sai do rim, mostrando se há sinais sugestivos de obstrução e calculando a função de um rim em relação ao outro.
Porque tratar?
Uma vez que a estenose de JUP é cada vez mais detectada no pré-natal como uma dilatação do rim, a avaliação com o especialista é fundamental para avaliar a evolução e o risco de perda de função renal.
Dos casos diagnosticados ainda no período fetal, sabe-se que cerca de 1/3 deles podem melhorar espontaneamente até o nascimento e em torno de 20 a 25% dos casos poderão necessitar de tratamento cirúrgico.
A abordagem inicial baseia-se na realização de exames de imagem, como ultrassonografia dos rins e vias urinárias e cintilografia renal e, a partir desses exames, programar acompanhamento clínico periódico ou, em casos mais graves, indicar o tratamento cirúrgico.
A cirurgia deve ser indicada nos casos das hidronefroses graves ou naquelas que pioram progressivamente durante o acompanhamento, além daquelas crianças que apresentem infecção urinária de repetição ou dor abdominal recorrente.
A cirurgia pode ser feita por uma incisão na região lombar ou nas costas ou até por via laparoscópica ou robótica. O seu objetivo é remover a área de estenose da junção ureteropiélica e fazer uma plástica, ligando novamente o ureter à pelve renal, de forma a permitir a livre e fácil descida da urina dos rins para a bexiga (Figura ao lado).

Após a cirurgia, a criança fica internada por 24 a 48 horas. Um dreno é deixado próximo à incisão cirúrgica para drenar para fora qualquer extravasamento de urina que porventura possa acontecer. Um cateter (cateter duplo J), que liga o rim à bexiga, também é colocado para permitir que a cicatrização ocorra com o mínimo de extravasamento de urina. Após 3 a 4 semanas, a criança é levada novamente ao centro cirúrgico para a retirada do cateter. Esse procedimento é simples e sem cortes, feito com uso de um aparelho (cistoscópio) que entra na bexiga pela uretra. A criança irá ficar no hospital apenas por algumas horas.

